Número de infectados por Coronavírus dispara em Brasília de Minas no início de setembro

Atualizado: Set 9

Por Fernando Almeida / Jornal Acontece

O boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na noite desta quinta-feira (03) trouxe números preocupantes para a sociedade brasilminense. Houve uma disparada do número de casos do novo Coronavírus nos últimos dias. Já são 58 casos confirmados da doença na cidade. Enquanto a curva de infecção tem demonstrado uma tendência de queda na maior parte do país, Brasília de Minas vive uma situação inversa. Somente nos 3 primeiros dias do mês de setembro foram registrados 10 novos casos da Covid-19, uma média de 3,33 infecções a cada dia. Pra se ter uma ideia desse aumento, do dia 15 à 31 de agosto foram registrados 9 casos na cidade, sendo uma média de apenas 0,52 infectados por dia na segunda metade do mês passado.


NEGAÇÃO À DOENÇA

Uma possível negação à doença pode estar contribuindo para esse aumento. Com a flexibilização de mais atividades comerciais na cidade, os focos de aglomerações aumentaram e nessas aglomerações tem muita gente que não tem dado à devida importância ao risco da Covid-19, que pode ser fatal. Outra situação que tem gerado discussão na cidade é o fato de pessoas suspeitas ou até mesmo com exames confirmados não estarem guardando a quarentena como deve ser.


Pelas redes sociais a prefeitura de Brasília de Minas chamou a atenção dos brasilminenes para a responsabilidade de cada cidadão neste período da pandemia.

"Cada um de nós tem grande responsabilidade na prevenção e contaminação da Covid-19, para isso pequenos gestos podem garantir a segurança de todos. Por isso se você tem o risco de ter sido contaminado siga essas instruções. Elas podem salvar a vida de quem você ama: Não receba visitas; avise as pessoas com quem teve contato; fique em casa; seja responsável; seja consciente; não coloque a vida das pessoas em risco", enfatiza o poder executivo.


PSICÓLOGA EXPLICA PORQUE AS PESSOAS NEGAM À COVID-19

Segundo Jéssica Rodrigues, psicóloga clinica, organizacional e coordenadora de saúde mental, o que tem ocorrido neste momento da pandemia é uma espécie de Irresponsabilidade x Negação.

"Vivemos um período tenso, tempos difíceis de serem compreendidos e consequentemente de serem vividos, onde as pessoas desesperadas por soluções buscam inúmeras maneiras de encontrar o tão sonhado “equilíbrio”. Nesse momento, cada um reage de acordo com as armas que julgam possuir ou saber manejar, alguns cumprindo devidamente as orientações e outros agindo na negação da realidade, sendo esses por vezes cruéis e irresponsáveis", disse.


De acordo com a psicóloga as pessoas tem dificuldades para se adequarem a novas realidades.


"Depois da pandemia muita coisa mudou e com ela, instalou-se o novo normal, onde as pessoas precisam se reorganizar e se adaptar com essa nova rotina, porém nós somos seres condicionados a repetição e por conta das novas informações tendemos por vezes a tentar dar uma fugidinha para continuar fazendo o que antes foi aprendido e condicionado como hábito, se sentindo mais “livre” principalmente com as medidas parciais de relaxamento".


"A pandemia infelizmente não passou, ao contrário, no nosso município vemos o número de casos aumentando, mas juntamente com o aumento dos novos casos, vemos as atitudes da população sem uso de máscaras, não respeitando o distanciamento social e por vezes duvidando da eficácia das medidas e da gravidade da doença. Existem duas classes de pessoas nesse período: aquelas que se sentenciam à derrota caso contraiam o novo vírus e aquelas que ao negarem a gravidade também se sentem onipotentes e impacientes com tanta orientação, ritual e por vezes por falta de informação adequada", diz Jéssica.


Segundo Jéssica Rodrigues, esse comportamento inadequado para esse momento da pandemia tem sido perceptível nas ruas da cidade, principalmente nos bares.


"É possível perceber isso ao andar pelas ruas e encontrarmos bares lotados e pessoas despreocupadas com a situação vivenciada. Existem aqueles que contraíram a doença e agem despreocupadamente desrespeitando o isolamento obrigatório e agindo baseando na negação do fato como forma de não se desestruturar emocionalmente. Somos seres dotados do desejo, que estamos sempre em busca de algo que nos falta, já que somos seres faltantes fadados a incompletude e que buscam essa satisfação de forma muitas vezes incomum e pouco saudável aos olhos do mundo, tendo essas pessoas, comportamentos sabotadores e autodestrutivos, o que reflete negativamente na sociedade como um todo", conclui a psicóloga.


AUMENTO PODE NÃO REPRESENTAR UMA TENDÊNCIA, DIZ INFECTOLOGISTA

Para o infectologista Dr. João Reis Canela, esse aumento não deve representar uma tendência para os próximos dias.


"Dentro da minha óptica, não vejo esse aumento como uma tendência ao alastramento. Ocorre que as pessoas estão se testando mais, tendo mais acesso a exames, como testes rápidos e mesmo pesquisas sorológicas. Isso acaba dando uma falsa ideia de recrudescimento da pandemia', disse o infectologista.


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