Homem vacinado em Brasília de Minas não teria direito ao imunizante, de acordo com os critérios

Por Fernando Almeida / Jornal Acontece

Um homem, com deficiência física, foi vacinado, contra o Coronavírus, nesta quarta-feira (20) em Brasília de Minas e gerou muitas discussões acerca das prioridades. De acordo com os critérios estabelecidos pela prefeitura municipal, neste primeiro momento serão vacinados os "profissionais da saúde de linha de frente, pessoas com deficiência institucionalizadas, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilo e população indígena aldeada". O homem vacinado, e que não se enquadraria nesses critérios do município, é o professor aposentado Paulinho


da Luz, um dos maiores apoiadores do prefeito eleito Marcus Vinícius Carvalho nas eleições de novembro.


Em entrevista à rádio Clube, na manhã desta quinta-feira, o secretário municipal de saúde Sandro Alex Pereira, disse que houve um erro na aplicação da vacina no professor. Segundo ele o prefeito só ficou sabendo do caso a noite quando o fato tomou as redes sociais na cidade.


"Realmente essa pessoa tomou a vacina. Essa pessoa na verdade se enquadra como deficiente, institucionalizado, só que não era a fase dela ainda. Então esse paciente chegou ao hospital e pediu para ser vacinado e acabamos vacinando ele. Isso repercutiu muito na cidade. O prefeito não sabia. O prefeito me ligou falando que já estava em rede social. Hoje nós temos uma reunião para discutir sobre isso com o Comitê Macro. Foi um erro administrativo", disse o secretário.


O professor Paulinho da Luz foi procurado pela nossa reportagem e também falou sobre o assunto. Segundo ele a lei estadual lhe garante o direito à vacina, por isso ele foi receber o imunizante. Ele disse que o prefeito foi um dos primeiros a saber que ele ia tomar a vacina. O professor se embasa na resolução do Ministério da Saúde que traz as recomendações para aplicação da vacina. O terceiro parágrafo da resolução diz que:

"Neste primeiro momento, de acordo com o Informe Técnico, recomenda-se iniciar a vacinação pelos profissionais da linha de frente da covid-19; em pessoas com 60 anos ou mais, em Instituições de Longa Permanência (ILPI); pessoas institucionalizadas, maiores de 18 anos, portadores de deficiência e a população indígena vivendo em terras indígenas".

"Eu tomei a vacina dentro da resolução, e dentro do estado de Minas Gerais, não foi só eu, na terça-feira, várias pessoas com deficiência e que tem os mesmos problemas que eu tenho foram imunizadas com essa vacina. O que ocorreu foi por eu ter ajudado o prefeito na campanha. Isso foi intriga da oposição. Não houve mentira ou contradição, o que houve foi uma falta de comunicação entre o secretário e o prefeito. O prefeito sabia, eu liguei pra ele falando que eu entraria dentro da resolução e ele concordou", declara.



Ouça as entrevistas no site da rádio Clube FM


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