Edite de Jesus

Especialista em psicopedagogia clínica e institucional e neurociência.

Email: editejesus@yahoo.com.br 

O TEMPO

 

A palavra tempo nos sugere pensarmos em períodos demarcados por segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, em um sentido cronológico, usualmente referimos ao tempo, também,  no sentido de expressar sobre o clima, ou para ilustrar os processos que são vivenciados, seja  individualmente, por uma pequena comunidade ou por uma nação inteira.                     

 

Quem nunca ouviu a expressão: “estamos vivendo tempos difíceis” ou “atravessamos tempos incertos”.                                                                                                    

 

A referência ao tempo seja em quaisquer dos termos apontados sempre nos relembra a importância “do tempo”. Ele pode ser para o homem alívio ou tormento. Enquanto para alguns está acelerado, para outros pode estar demorando demais, isso, depende da circunstância. Nesse sentido, o tempo se torna relativo. Ao mesmo tempo em que um minuto é pouco para quem precisa concluir um trabalho, chegar pontualmente a determinado lugar, pode parecer uma eternidade para quem espera.                                                                                         

 

Em apenas um minuto uma vida pode ser salva, pode se perder um compromisso, uma partida de futebol ser decidida.                                                         

 

Embora complexo, o tempo é algo precioso. Seja qual for o contexto, e em todas as suas definições. O tempo é naturalmente uma dádiva. Se pensarmos no sentido cronológico, cada segundo, minuto, hora, dia e a soma sucessiva dos mesmos nos permite construir o que somos, por nossas escolhas, e isso impacta diretamente no processo que vivemos tanto individualmente como coletivamente. Até mesmo quando se refere ao “clima” nossas ações podem influenciar direta ou indiretamente.                                          

 

O que me encanta ao pensar no tempo é que ele nos permite reconhecer a nossa humanidade e assim tomarmos consciência tanto dos nossos limites, quanto das graças que possuímos de coparticipação com o eterno.                                                                                                                            

 

Ao mesmo tempo em que somos lembrados da nossa impotência em relação ao controle da sucessão dos acontecimentos, passado, presente e futuro, somos chamados a gerenciar a parcela que nos cabe, dentro do presente. Isso é a nossa coparticipação na perspectiva do eterno. Assim, nesse fragmento de eternidade, temos o poder de decidir como usaremos o nosso tempo. Fazemos assim, nossas escolhas: a quem dedicar, o que fazer, com quem seguir, como realizar, onde estar.                                                                      

 

O tempo é o nosso grande presente. Quando recebemos um presente é natural ficarmos gratos, e sermos zelosos usufruindo dele da melhor maneira possível.

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