No dia 20 de setembro foi realizada na câmara municipal uma reunião com o Ministério Público, IMA, Vigilância Sanitária e os açougueiros da região. Segundo o promotor de justiça Wagner Noronha Neto, a maioria dos açougues da região está atuando de forma incorreta.
“A maioria dos açougues dos municípios daqui da comarca de Brasília de Minas tem uma instalação inadequada para a venda da carne. Em muitos existe uma falta de estrutura, como a falta de azulejos nas paredes, falta de teto adequado, carnes são expostas ao sol, carnes expostas em madeiras, a questão da higienização que não é seguida como manda a lei. Então todos esses pontos foram tratados nessa reunião, foi uma forma de conscientização dos fornecedores de carne da região, uma forma de expor a questão dos malefícios que isso pode trazer para a saúde das pessoas. Nesse primeiro momento o Ministério Público está fazendo um trabalho preventivo, agora fixamos um prazo de 100 dias para que todos façam as adequações necessárias. Após esse prazo sendo apurado o descumprimento do que foi acordado aqui, nós tomaremos as medidas cabíveis para a adequação e responsabilização daqueles que continuarem infringindo o código de defesa do consumidor e da vigilância sanitária”, Afirma o promotor.
João Heraldo Rocha é dono de um açougue na cidade de Ubaí, segundo ele as mudanças são importantes para os clientes e para os açougueiros também: “Essas novas regras vão trazer melhoras para todo mundo, a gente vai oferecer um produto de mais qualidade e vamos conseguir mais clientes também. No meu açougue falta pouca coisa e logo que chegar a minha cidade eu já começo a colocar tudo em ordem”, diz.
Segundo Marco Túlio Pelaquim, médico veterinário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), as mudanças propostas nessa reunião vão garantir um produto de melhor qualidade para o consumidor.
“Essas modificações e adequações vão permitir que a carne seja manipulada corretamente no açougue, tendo em vista uma comercialização de forma adequada para que o produto chegue ao consumidor com qualidade. São medidas simples e que talvez por falta de informação, o açougueiro não realiza essas mudanças que venham atender as normas de comercialização do produto”, diz o veterinário.
Durante a reunião foram discutidas também questões relacionadas ao matadouro de Brasília de Minas que não está adequado para o abate de animais. O representante do IMA apresentou o projeto do novo matadouro da cidade, que segundo Marco Túlio, deve ser construído em local adequado e vai atender todas as normas de higiene determinadas pela Vigilância Sanitária.