Após o primeiro impacto, e a dissolução, ao menos em parte, dos preconceitos, os profissionais foram aderindo ao bem que elas podem proporcionar. De vitimas passaram a agentes, e a tecnologia de concorrente a parceira.
Transforma-se o cenário, amadurecem-se os conceitos, entretanto, percebemos que a tecnologia está longe de ser utilizada de modo a exercer o seu papel. Se os educadores, como agentes operantes, avançassem um pouco mais e a ousadia fosse o principal combustível, a tecnologia poderia estar em favor da educação de forma muito mais prática.
Em períodos críticos como o atual em que a pandemia da Influenza A (H1N1), nos assusta e nos obriga praticamente ao isolamento, as ferramentas da tecnologia poderiam estar funcionando como verdadeiras armas eficazes contra os prejuízos que podem advir pelo período de fechamento de escolas.
Apesar disso, apenas algumas iniciativas foram programadas pela rede particular em alguns estados brasileiros. Acostumados com a idéia de que o serviço público está sempre passos atrás, não questionamos que mesmo diante das discrepâncias, o poder público poderia sim, ter pensado e planejado e/ou estar tomando medidas que possam numa possível necessidade, equalizar as oportunidades de aproveitar esse tempo, utilizando a tecnologia como meio adequado para tal.
A realidade brasileira, sabemos, é de grandes desigualdades e infelizmente de índices de pobreza ainda elevados, porém, a maioria dos cidadãos possuem acesso, mesmo limitado, aos meios de comunicação e a tecnologia.
Aprender não equivale a estar confinado em um mesmo espaço e não necessita, em vias de regra, da presença física de um professor. A internet, os dvds entre outros podem ser grandes auxiliares nesse processo.
O professor nesse contexto pode agregar aos seus conhecimentos a chance de expandir a sua capacidade criativa docente. E assim todos podem ser beneficiados em uma situação caótica.
Espera-se que não seja necessário, mais medidas nesse sentido, mas é imprescindível estarmos sempre preparados para que em situações assim, não sintamos de mãos atadas.