certa medida causa prejuízos ao desenvolvimento, uma vez que, esse é o momento propício para interagir com elas e aproveitar o lado mais gostoso da leitura.
Em todas as ocasiões a leitura pode ser vista como algo prazeroso, mas fora do ambiente escolar, isso se torna um dever. Assim, a leitura como recreação nas férias, desenvolve não só o prazer da leitura como pode proporcionar maior aproximação entre os pais e os filhos que normalmente no período escolar se vêem com pouca freqüência.
É perceptível a preocupação de pais em comprar e alugar DVD´s para que os filhos distraiam, enquanto seus afazeres não são perturbados. É triste constatar que isso estimula uma cultura avassaladora de comodismo e facilidades. Além de castrar o potencial criativo das crianças.
Qual criança não gosta de uma boa aventura contada de maneira entusiástica onde cada detalhe pode ser criado na sua mente ao seu modo, pintado com as cores do seu desejo, do tamanho da sua imaginação?
E melhor que tudo isso, é a oportunidade de viajar a lugares reais ou imaginários no aconchego do colo do pai ou da mãe.
A criança que inicia suas primeiras viagens desse modo e com a certeza desse porto seguro, certamente saberá no futuro as terras por onde pode andar. Suas escolhas serão cheias de sabedoria, pois jamais perderão o referencial. Assim quando precisarem escolher sozinhos os canais e programas a serem assistidos lembrarão das longas conversas com os pais. Ao navegarem pela internet saberão quais “sites” devem acessar e quais viagens poderão prosseguir. E em todos os momentos da vida, não importam as circunstancias realizarão os seus empreendimentos apoiados à base sólida que foi estruturada nos seus primeiros anos de vida.
Tudo muda, as necessidades se renovam, mas a leitura “tanto da palavra como de mundo” , como dizia Paulo Freire, são imprescindíveis à vida do homem. E essa necessidade subsistirá sempre.
Por isso, ler é como acordar higienizar-se, alimentar-se e viver. Aos que não tiveram a oportunidade de adquirir as habilidades da leitura da palavra, sobrevivem da leitura de mundo e na maioria das vezes são mais assíduos e competentes em vislumbra-la do que nós, que possuímos o domínio da leitura da palavra em relação à mesma. O gosto pela leitura se desenvolve na prática.