Diante de dados tão assustadores, noticiados corriqueiramente, num caráter quase natural, sinto extremamente angustiada. Acredito que o mal que salta aos nossos olhos é fruto de um intenso investimento em apelos eróticos e sexuais da chamada “revolução prol liberdade” que ocorreu a algumas décadas atrás, e hoje atinge proporções inimagináveis.
Não sou saudosista de um tempo que não vivi. Mas ao mesmo tempo imagino que era melhor que hoje. Se para os revolucionários, houve algum benefício. Não os reconheço hoje. O que vejo são homens e mulheres perdidos. Em busca de uma definição do que são, e o que querem, arrastando jovens e adolescentes para o seu mundo sórdido sem temer se quer as “possíveis punições legais”.
Outro fato que percebo são pais perdidos em relação à maneira pela qual deve educar seus filhos, já que qualquer tentativa de valorização da moral e bons costumes, hoje, remetem a uma noção de retrógrados. E grande parte dos pais e mães, se colocam em cima do muro, diante dessa situação.
Entretanto é preciso definir a que vamos dizer SIM e NÃO. Como formadores acredito que pais e profissionais da educação devem se posicionar e quando necessário, dizer; NÃO.
Dizer NÃO, por exemplo, ao lixo áudio-visual que afeta em cheio o desenvolvimento pisco-sexual das crianças e adolescentes e dos jovens que prolongaram sua adolescência, interferindo até mesmo na vida de adultos com questões mal resolvidas.
É inadmissível que uma menina cresça se sentindo ao mesmo tempo gente e cachorra. Que convoque (ainda que indiretamente) aos meninos ou homens para abusar do seu corpo. E aos meninos é necessário dar o direito de se desenvolver como homens. Sem interferência de quem quer ditar a eles que assumam uma dualidade em posicionamento sexual. É necessário ainda, mostrar aos meninos, que meninas são gente e não objetos. Que não são escravas de seus impulsos sexuais e nem eles são, dos impulsos de outros homens ou mulheres.
É preciso dar um basta e não mais permitir que nossos ouvidos sejam depósitos de porcaria. Isso mesmo, pois é assim que vejo, algumas composições musicais que são empurradas para cima de todos nós. E querendo ou não ouvimos em lanchonetes, esquinas ( nos carros), comércio etc.
Está na hora de alguém dar um basta em todo lixo sonoro apelativo (que chamam de músicas) que transformam a noção de sexualidade que deveria ser linda em escrachamento. Em demonstração de escória; da proporção que atingiu a perversidade humana.
É preciso que gritemos NÃO, a toda exploração aos nossos ouvidos e aos das crianças, adolescentes e jovens que empolgados se embalam e requebram (gesticulando o que dita os ruídos sonoros de hoje), que os indicam o pior caminho possível. Aquele que chega ao inferno pessoal. De total perda de identidade ou fuga a um lugar que não é exatamente aquele que qualquer ser humano pretende chegar.
Não se trata de interferir no direito à liberdade de expressão, mas de garantir o direito aos homens e mulheres de experiênciar e viver em harmonia com o fim para o qual foi criado.
Esse é o desejo inato do homem, pois tudo que foge a isso é fruto da imaginação de mentes deturpadas, frustradas e que gozam o prazer de viver na lama. Aliás, deve ser por isso que os autores de “tais músicas” referem a si mesmo tantas vezes como animais.
O que não podemos admitir é que nossas crianças, adolescentes e jovens sejam explorados em qualquer grau e natureza. Sejam vitimas de modismo inconseqüente. Portanto vamos dizer não. A qualquer forma de abuso, para cortamos o mal pela raiz. Ou você acha que tudo isso não contribui para permissividade de abusos e para incitação de abusadores? E que diga que não somos modernos...
Não podemos permitir que esse ciclo vicioso continue.