ESCOLA REAL, SONHADA E POSSÍVEL

É fácil de ser percebido até mesmo por aqueles que não estão inseridos no cotidiano escolar que existe uma grande preocupação do sistema em fornecer dados que " comprovem" investimentos na educação. Sabemos que a realidade está aquém das propagandas veiculadas. É também notória a intenção de mudar o foco de um ensino de qualidade para os índices tecnicamente alcançados. Ou seja, existe um caráter apenas quantitativo. Todavia, algumas ações com tendência a melhora da qualidade do ensino começa a despontar, através de programas que visam à aquisição de saberes.

No primeiro momento, parecem surgir apenas para remediar uma situação critica, já instalada, mas numa visão mais otimista, podemos analisar que são pequenos passos rumo à mudanças significativas e que gradativamente
beneficiarão educandos e educadores. Neste contexto, podemos citar o PIP ( Programa de intervenção Pedagógica)  e as mudanças ocorridas no ciclo de alfabetização. No que se refere ao tempo, e as orientações. Se alcançados  os  objetivos  propostos,  essas  mudanças influirão decisiva-mente no ensino das próximas décadas.
       
Penso que o primeiro passo para estreitar a distancia entre a escola real, a escola sonhada e a escola possível e reconhece-la da maneira como ela se encontra, sem fechar os olhos aos desafios nela presente e ao mesmo tempo não repudia-la como se fosse a responsável pelo caos da humanidade. Não deixar de sonhar, também faz parte do processo de construção de pontes ente a escola real e a escola possível. Os problemas presentes no interior da escola não são simples, nem de soluções imediatas, necessitam de um repensar e fazer diferenciados que equilibram decisão, desejo e ação.
       
Essas ações não podem ser isoladas, visto que a instituição escola respira coletividade. Isto não significa uniformidade, já que, o motor que a impede de parar é justamente a diversidade.
       
Os desafios da escola são de certo modo, tão abrangentes, quanto aos da sociedade como todo. Ela representa de modo mais fiel, os rumos para onde caminham a sociedade moderna. E a descrença em dias melhores, faz que desacreditemos na educação possível.
       
É a escola que escancara todas as mazelas que emergem da sociedade contemporânea e desnuda o caos, muitas vezes nela instalado. Assim os educadores são os primeiros a absorver a sensação de erro e fracasso. E se pergunta onde erramos? Para os menos autocríticos... Onde erraram?
       
Perguntas não deixarão de serem feitas, mas só existe um caminho que aponta para respostas possíveis. A coletividade. Escola, Família, Sociedade.  Cada um sem culpa, mas ao mesmo tempo reconhecendo sua parcela de responsabilidade, repensar um fazer que melhore as condições de sobrevivência de todos nós, aprendizes nas lições da vida. E em meio a todos os desafios acreditar na possibilidade de vencê-los.


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