No dia 26 de junho aconteceu na câmara municipal de Brasília de Minas uma audiência pública com a copasa. Segundo o presidente da casa, vereador João Cardoso da Silva (Dão da Loja), essa audiência foi convocada com objetivo de procurar sanar déficits da empresa com o município. Estiveram presentes diversas autoridades e representantes da sociedade que participaram do debate com perguntas e questionamentos.
Estavam representando a Copasa o Gerente Interino do Distrito de São Francisco, Antônio Carlos Cândido Júnior e o encarregado de sistemas da empresa em Brasília de Minas, Edson Vander Braga. De acordo com Antônio Carlos, a Copasa não está obtendo um resultado empresarial satisfatório na cidade, ele citou como exemplo, números do mês de maio deste ano, onde a empresa teria arrecadado 217.000,00 e gastado 343.000,00, tendo um resultado negativo de 126.000,00. Mas segundo ele, isso não impede que a empresa continue investindo, pois Brasília de Minas é uma cidade estratégica e de representatividade política forte.
O gerente da Copasa afirmou que a empresa não tem medido esforços para concretizar as obras previstas no contrato de concessão, entre elas a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto e a construção da Barragem, que são duas obras importantíssimas para o município. Segundo ele, após a regularização do terreno, a barragem deve ser construída em dois anos. O representante da Copasa disse ainda que a empresa está disposta a negociar com os proprietários da região em que será construída a barragem para agilizar a realização da obra. Ele disse que essa barragem irá garantir o abastecimento de água em Brasília de Minas durante vinte anos e perenizar o rio Paracatu.
A vereadora Ana Margareth fez um questionamento sobre a qualidade da água que abastece Brasília de Minas, diz que a mesma tem muito calcário, muito cloro e outras impurezas que podem estar provocando doenças nas pessoas. Ela falou também sobre os problemas de esgotamento que é precário em alguns bairros, provocando mal cheiro e colocando as pessoas em risco. Ana Margareth disse que é preciso mais ação da Copasa no município de Brasília de Minas: "O papel da Copasa é muito bonito, mas está somente no papel, aqui em Brasília de Minas está faltando a prática", Diz a vereadora.
Durante a audiência foi cedida palavra franca ao público presente, e um dos pontos mais polêmicos foi a discussão sobre o contrato de concessão, assunto que foi levando por Antônio Ricardo Pereira de Araújo. Segundo ele, esse contrato contém irregularidades e é desvantajoso para o município de Brasília de Minas e foi feito sem a participação maciça da população, como devem ser esses contratos de concessão pública. Antônio Ricardo questionou por quê o interesse da empresa em estar trabalhando no vermelho no município: "Como a Copasa no vermelho pode funcionar aqui em Brasília de Minas, como serão as nossas tarifas no futuro? Principalmente porque a barragem, onde será construída, irá aumentar as nossas tarifas", Interroga.
O pároco de Brasília de Minas, Padre Edílson Bonfim disse que a câmara municipal está de parabéns por proporcionar uma discussão desse tipo à população e disse que é necessário ampliar o debate quanto à assinatura do contrato de concessão que foi feito na administração passada, pois a democracia deve prevalecer e toda a comunidade precisa se inteirar sobre esse assunto.