Daniel Oliva de Lélis,
danlelis@uol.com.br
advogado e historiador

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É com alegria que volto a escrever aos meus leitores, e o faço neste veículo tão importante para Brasília de Minas, que é o jornal ACONTECE, que cada vez mais se consolida como meio de informação, devido à sua credibilidade e isenção.

Nesse retorno, caro leitor, quero falar sobre uma das figuras históricas de Brasília de Minas. Afinal, nossa cidade é centenária, com tradição de preservar sua história e a memória daqueles que trabalharam em benefício da municipalidade.

No  bojo  dessa  característica tão cara a um povo, que  é o da figura de Teófilo Silqueira, homem honrado, patriarca de uma das famílias mais tradicionais de Brasília de Minas, que inclusive, no momento histórico de emancipação da antiga Contendas esteve presente compondo a primeira Câmara de Vereadores de nossa cidade, como vereador especial. Naquele momento, mesmo contra sua vontade,  estava lá, dando  o
Teófilo Lopes Silqueira


seu prestígio e credibilidade no legislativo, não se furtando a ajudar seus concidadãos de outrora.

Brasília de Minas não negou a esse seu filho o reconhecimento por seu trabalho, e o imortalizou, batizando uma de suas praças com seu nome.

Por feliz coincidência, justamente na Praça Teófilo Silqueira está presente um dos símbolos maiores de nossa cidade, também carregado de tradição, história e simbolismo, que é a Concha Acústica. Projetada   pelo   argentino Eduardo Mercau, a concha acústica foi construída no primeiro mandato do Dr. Cassiano Alves de Oliveira, na década de 60 do século passado.

Portanto, é triste ver que uma praça, espaço público, que carrega o nome de um de seus mais ilustres filhos, e ostenta no seu centro um monumento eivado de história, é palco hoje da degradação e falta de cuidado de seu próprio povo.

A Praça Teófilo Silqueira, mais conhecida como Praça da Concha, se transformou num local onde se atenta contra os bons costumes, tirando a paz de seus moradores.

Devido à estrutura da Concha, crianças fazem da mesma escorregador para brincadeiras, o que suja o monumento e desvirtua completamente seu objetivo. Nada num jardim ou numa praça, mas no momento em que isso se transforma mais bonito que crianças brincando em depredação da coisa pública, atitudes têm que ser tomadas no sentido de coibir tal prática. Casais mais afoitos extrapolam as carícias e se aventuram num universo que seria mais adequado entre quatro paredes. O consumo de álcool e sabe-se lá Deus o que mais é freqüente na Praça no período noturno.

Numa das atitudes mais patéticas, jovens usam a estrutura da concha como rampa de skate, atitude lamentável e que contraria totalmente o uso que se espera de uma praça pública.

È urgente que medidas sejam tomadas no intuito de preservar nosso cartão postal, que é símbolo de nossa cidade, e que se localiza numa bela praça que dá nome a um de seus mais ilustres filhos. São muitos os motivos que justificam a preservação do local, para sermos vencidos por skatistas, crianças mal educadas e casais subindo pelas paredes.